
Os meus olhos dizem provavelmente a verdade. E têm sempre um traçozinho de ironia. Sempre. Que é aquele olhar desassombrado da descontrução das coisas, que é não me levar demasiado a sério, não achar que as coisas são demasiado importantes, são apenas aquilo que são.
Júlia Pinheiro
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Esta história da crise é muito fundamentada por isto estar muito mau, mas sempre estivemos mal. Eu nunca vi o povo português bem. Ainda aqui há dias na Suiça, um homem da minha idade, de cabelos brancos, disse-me, preocupado: «Oh Quim Barreiros, mas como é que é isto da crise e tal?» E eu perguntei-lhe: «Olha lá, pá, tu estás aqui na Suiça há quantos anos?», «Estou aqui há 34 anos», «E vieste para aqui porquê?», «Eh pá, vim porque aquilo já estava muito mau, lá em baixo.» «Então, o que é que tu queres? Achas que está melhor, agora?» Portanto… nós sempre estivemos mal. O meu avô emigrou para o Brasil em 1914, será que isto estava bom? Não estava. Isto há é que andar para a frente. Eu tenho uma felicidade, eu e os homens e mulheres do meu tempo: é que a nós ensinaram-nos a trabalhar e a poupar o nosso dinheirinho e, portanto, enfrentamos o futuro com um sorriso."
~ Quim Barreiros
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Porque eu nunca gosto muito de me ver. Nunca fico contente, nunca fico satisfeita…Não sei bem o que é que valho. Sabe, eu não estou nada preocupada em pensar o que é que valho ou o que deixo de valer. Porque me inquieta sempre um pouco essa posição de achar que valho muito. Porque acho que isso é tudo tão pequeno, quer dizer, valho muito? Valho muito, valho nada, valho pouco…"
~ Eunice Muñoz
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Sabe quantos anos eu tenho de TV Globo? Cinquenta. Eu não posso admitir que uma garota de 20 anos me venha fazer uma pergunta ridícula, que me humilhe, que me deixe desconfortável, não posso. Eu não posso admitir que um paparazzo quando eu vou para a praia me fotografe com zoom uma celulite que eu tenha. Eu não tenho 20 anos, não sou modelo. Eu sou uma mulher que vai à praia, só isso."
~ Susana Vieira
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O sexo não é determinante na minha vida, senão eu trabalharia como prostituta. Porque é o prazer de você “trabalhar” com uma coisa deliciosa. Porque você não vai trabalhar numa coisa desesperadora e desagradável e ter muito prazer e ser muito feliz na sua vida inteira. Ele faz parte da minha vida, é importante, junto com tudo."
~ Susana Vieira
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Continuarei acreditando em quem me apaixonar, como é que eu vou ter um radar para saber? Psicopatas, você convive com eles sem saber que eles são psicopatas. Eu era vítima de um psicopata. O psicopata é facílimo de você estudá-lo só não é fácil de você descobri-lo quando você convive com ele."
~ Susana Vieira
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Durante vários anos, os beijos foram técnicos, não existia língua, saliva, aquele batimento de ovos na boca entre um e outro. Hoje em dia, aquilo é pouco para o telespectador. E o próprio escritor anuncia: beijo cheio de sexo, enlouquecido, alucinado, um arranca roupa do outro e os directores vão levando aquilo cada vez mais á loucura. Eu não concordo com aquilo porque a televisão é feita para dentro das casas e é mentira falar que você pode desligar se você quiser, é mentira você dizer que uma criança não está ali vendo a novela. As novelas no Brasil são na hora do jantar e onde a família está reunida, então, está o pai, a mãe, a avó e a avó?! E a avó a dizer ao neto que o preservativo mete-se ali? É muito difícil a transição. Essas coisas acho desnecessárias."
~ Susana Vieira
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Eu não digo nada do que eu penso sem ser perguntada. Eu não gosto das pessoas que se omitem, porque eu nunca saberei com quem estou lidando. Os actores sempre têm uma preocupação de tentar passar uma bondade ou uma falta de falhas como se nós fôssemos acima do bem e do mal, como se nós fôssemos deuses, entendeu? Eu não procuro ser boazinha. Eu não sou freira, não quero escrever nem um livro de ética, eu sou uma pessoa honesta que tem um pai, que infelizmente já morreu, mas era militar… Ele me criou com uma severidade quase que abominável na época. Hoje em dia eu só agradeço a ele."
~ Susana Vieira

E tenho medo de estar a perder momentos em que eles (pais) ainda têm energia para fazer coisas comigo e para eu fazer coisas com eles. E não quero perder nada. Isto é daquelas coisas que eu não quero olhar para trás e pensar: «Que chatice, agora eu tenho 80 anos, os meus pais já foram e eu se calhar tinha dez anos que podia ter passado a mais com eles e não passei.
Daniela Ruah
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Daniel Oliveira - De que forma é que ultrapassou a perda da sua mãe?
Manuel Moura dos Santos - Foi um ano e pouco muito complicado. Foi ver uma pessoa a apagar-se aos poucos. Não foi uma coisa que aconteceu de repente, aconteceu e acabou. Não, foi uma coisa muito gradual e portanto, esses processos são sempre muito dolorosos e deixam marcas e foi muito complicado."
Manuel Moura dos Santos - Foi um ano e pouco muito complicado. Foi ver uma pessoa a apagar-se aos poucos. Não foi uma coisa que aconteceu de repente, aconteceu e acabou. Não, foi uma coisa muito gradual e portanto, esses processos são sempre muito dolorosos e deixam marcas e foi muito complicado."
~ Manuel Moura dos Santos
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